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terça-feira, 22 de março de 2011

Distribuição dos elétrons na eletrosfera e modelo dos orbitais atômicos

→ Subníveis eletrônicos e sua distribuição na eletrosfera: formadores dos níveis de energia, em ordem crescente de energia são designados pelas seguintes letras – s, p, d, f, g, h – sabe-se, porém que nos átomos conhecidos até hoje só existem os quatro primeiros. O número máximo de elétrons em cada subnível é – s=2; p=6; d=10 e f=14.
→ Princípio de De Broglie: a todo elétron em movimento está associada uma onda característica.
→ Princípio de Heisenberg: não é possível determinar a posição e a velocidade um elétron em um dado instante.
→ Orbital: é a região do espaço onde é máxima a probabilidade de encontrar um determinado elétron.

Identificação e Classificação geral dos átomos

→ Número atômico (Z): é o número de prótons existentes do núcleo de um átomo.
→ Número de massa (A): é a soma do número de prótons (Z) e de nêutrons (N) existentes num átomo.
→ Elemento químico: conjunto de todos os átomos com o mesmo número atômico.
→ Isótopos: átomos do mesmo elemento químico com mesmo número de prótons, mas número de massa diferente.
→ Isóbaros: são átomos de diferentes números de prótons (elementos diferentes), mas que possuem o mesmo número de massa.
→ Isótonos: são átomos de diferentes números de prótons (elementos diferentes), diferentes números de massa, mas com mesmo número de nêutrons.

Tentativas de explicar a matéria e suas transformações

→ Lei de Lavoisier: no interior de um recipiente fechado, a massa total não varia, quaisquer que sejam as transformações que venham a ocorrer nesse espaço. Pode ser enunciada também desta forma – a soma das massas antes da reação é igual à soma das massas após a reação ou na natureza, nada se perde, nada se cria; a matéria apenas se transforma.
→ Lei de Proust: uma determinada substância composta é formada por substâncias mais simples, unidas sempre na mesma proporção em massa.
→ Substâncias simples são formadas por átomos de um mesmo elemento químico, enquanto substâncias compostas são formadas por átomos (ou íons) de elementos químicos diferentes.
→ Transformações físicas são aquelas que não alteram a natureza da matéria (rasgar um papel) e transformações químicas são aquelas que alteram a natureza da matéria (queimar um papel).
→ Teoria atômica de Dalton: todo e qualquer tipo de matéria é formado por partículas invisíveis, chamadas átomos. Segundo Dalton os átomos seriam partículas extremamente pequenas, maciças, indivisíveis e eletricamente neutras.
→ Modelo atômico de Thomson: os elétrons (partículas carregadas negativamente) e prótons (partículas carregadas positivamente) existem em qualquer átomo, sendo, porém menores que ele. Ainda defendia que o átomo era formado por uma “pasta” positiva “recheada” pelos elétrons de carga negativa, garantindo a neutralidade elétrica do modelo atômico e admitindo-se a divisibilidade do átomo.
→ Modelo atômico de Rutherford: ao redor do núcleo (formado por prótons e nêutrons) estavam girando os elétrons, assim o átomo seria semelhante ao sistema solar, o núcleo representando o sol e os elétrons representando os planetas, girando em órbitas circulares e formando a camada chamada eletrosfera.
→ Modelo atômico de Rutherford-Bohr: para completar o modelo de Rutherford, Bohr propôs o seguinte – os elétrons se movem ao redor do núcleo em órbitas estacionárias (com número limitado de órbitas bem definidas); movendo-se nessas órbitas o elétron nem emite nem absorve energia e ao saltar uma órbita para outra o elétron emite ou absorve um quantum de energia (quantidade bem definida de energia). Segundo esse modelo as órbitas eletrônicas de todos os átomos conhecidos se agrupam em sete camadas (níveis de energia) com um número máximo de elétrons em cada uma (K=2; L=8; M=18; N=32;O=32;P=18;Q=2).

Substâncias e Misturas

→ Substância pura: é um material único, que não contém outros materiais e que apresena constantes físicas bem definidas. Ex.: água e sal.
→ Misturas: é a associação de duas ou mais substâncias. Ex.: água e açúcar. As misturas não apresentam constantes físicas bem definidas e são classificadas em duas:
  • Mistura homogênea ou Soluções: é a que apresenta aspecto uniforme e propriedades iguais em todos os seus pontos. Ex.: água e açúcar (pois é límpida, transparente, uniforme e tem o mesmo gosto adocicado em qualquer um de seus pontos).
  • Mistura Heterogênea: é a que apresenta aspecto não uniforme e propriedades variáveis de um ponto a outro. Ex.: água e óleo (a camada de óleo apresenta propriedades diferentes em relação a da água).
→ Sistema material: é qualquer porção limitada de matéria que vai ser submetida a um estudo.
→ Fase: é cada uma das porções homogêneas de um sistema heterogêneo e pode ser contínua ou fragmentada.
→ Processos de separação dos componentes de uma mistura:
  • Decantação de um sólido presente em um líquido: o sólido lentamente deposita-se no fundo do recipiente, para acelerar o processo pode-se usar uma centrífuga, que ao girar provoca aceleração fazendo com que as partículas depositem-se mais rápido.
  • Decantação de líquidos: usa-se os funis de separação (ou de bromo) para separar líquidos imiscíveis de densidades diferentes, assim o de maior densidade deposita-se a abaixo do de menor densidade.
  • Filtração: processo mecânico que serve para desdobrar misturas heterogêneas de um sólido disperso num líquido ou gás. Ex.: o coador de café.
  • Destilação: processo físico que serve para desdobrar as misturas homogêneas, como as soluções de sólido em líquido (destilação simples) ou as soluções de dois ou mais líquidos (destilação fracionada).
  • Cristalização: processo físico que serve para separar e purificar sólidos. Ex.: a água do mar, que sofre cristalização nas salinas e gera o sal de cozinha.

A Matéria: conceitos importantes

→ Matéria: é tudo que tem massa e ocupa lugar no espaço (isto é, tem volume).
→ Pode se apresentar em três estados: sólido, líquido e gasoso.
→ Transformação material: é toda e qualquer alteração sofrida pela matéria.
→ Mudanças de estado físico:
→ Ponto de fusão: temperatura necessária para passar do estado sólido para os estado líquido.
→ Ponto de ebulição: temperatura necessária para passar do estado líquido para o estado gasoso.
→ Grandeza: tudo aquilo que pode ser medido.
→ Unidade: é uma grandeza escolhida arbitrariamente como padrão.
→ Densidade: quociente da massa pelo volume do material (a uma dada temperatura).

segunda-feira, 21 de março de 2011

Arcadismo

→ Momento literário europeu do século XVIII, nesse período as sociedades literárias se reuniam e tentavam resgatar em seus poemas a sobriedade, o equilíbrio, os gêneros, as formas e as regras da poesia clássica renascentista.
→ Arcadismo no Brasil: os jesuítas são expulsos da colônia portuguesa e com a descoberta do ouro em Minas Gerais o centro econômico desloca-se do Nordeste para o Sudeste.
→ Intelectuais brasileiros que estudaram na Europa, influenciados pelas idéias liberais e iluministas, ao voltarem ao Brasil ficaram indignados com os desmandos da coroa portuguesa, assim o Arcadismo caracterizou-se pela formação da “consciência nacional” do brasileiro.
→ A poesia nesse período apresenta três vertentes:
  • Lírica: os poetas expressam sua vida pessoal sobre temas como o amor, vida rural e vida urbana, valorização da simplicidade no campo e confessam seus sentimentos amorosos a uma musa.
  • Satírica: marcada pela crítica à política colonialista de Portugal.
  • Épica: os poetas narram em poemas longos, as sagas de colonos portugueses e índios, iniciando a temática indianista.
→ Os principais representantes do Arcadismo no Brasil são, na poesia lírica/satírica, Tomás Antônio Gonzaga, Cláudio Manuel da Costa, Alvarenga Peixoto e Silva Alvarenga e na poesia épica, Basílio da Gama e Santa Rita Durão.

Barroco

→ Surgiu em Roma, Itália, mas foi na Espanha que se tornou vigoroso, pois ali o catolicismo dominava o pensamento religioso e não sofreu influência do cisma que dividiu a Igreja Católica. Tal divisão deveu-se à saída dos protestantes, liderados por Lutero e Calvino, que defendiam a Reforma na Igreja, que enfraquecida, iniciou o movimento contra-reforma, criando a Companhia de Jesus, formada pelos jesuítas.
→ A principal temática era a busca de salvação, nas questões metafísicas, que elevam o ser humano acima de sua condição terrena e o fazem buscar justificativas para sua existência.
→ No Brasil o barroco desenvolveu-se mais nas artes plásticas do que na literatura, principalmente pela falta de público urbano, alfabetizado, e o fato da impressão tipográfica de livros ter sido proibida na colônia.
  •   Barroco da cana-de-açúcar: o barroco literário teve expressão na Bahia, graças ao ciclo açucareiro que possibilitou uma dinâmica social e econômica favorável ao movimento, destacaram-se Padre Antônio Vieira e Gregório de Matos.
  •     Barroco do ouro: o ciclo do ouro na região Sudeste, além de implementar dinamismo a vida urbana, também propiciou o desenvolvimento das artes plásticas, destacaram-se o escultor Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho; o pintor Manuel da Costa Ataíde e o compositor Padre José Maurício Nunes Garcia.
→ Temáticas do barroco literário brasileiro: conflito do homem dividido entre o céu e a terra, matéria e espírito, salvação e perdição, sensualismo e platonismo, carpe diem (aproveite o dia) e pessimismo, vida e morte.
→ Formas de expressão literária do Barroco:
  • Cultismo: preocupação com a forma e aspectos de construção da linguagem, uso de linguagem culta, jogo de palavras, uso da função de linguagem emotiva e uso de metáfora, antítese, metonímias e hipérboles.
  •  Conceptismo: preocupação com o trabalho, com as idéias, com os temas e os conceitos, valorização do raciocínio, do discurso e da lógica, argumentação convincente, relações de causa, conseqüência e condição, repetição de idéias e palavras que reforçam o sentido apresentado, uso de analogias e comparações e da função da linguagem apelativa.

domingo, 20 de março de 2011

Literatura de Viagem

→ Contexto histórico: invenção da bússola, o conhecimento da astronomia e o aprimoramento das técnicas de navegação facilitaram a expansão marítima européia, que levou a descoberta de novas terras.
→ Literatura de informação: depoimentos e relatos de viagem, com a finalidade de apresentar aos compatriotas um panorama do Novo mundo, sob as formas de cartas, diários, tratados ou crônicas, foram escritos principalmente por portugueses, o primeiro texto foi A carta de Pero Vaz de Caminha, enviado ao rei de Portugal, D. Manuel descrevendo as terras que hoje são o Brasil.
→ Literatura jesuítica ou de catequese: missionários jesuítas também estiveram no Brasil, a partir do primeiro governo geral, seu objetivo principal era catequizar os índios, mas seu trabalho acabou ultrapassando os limites religiosos e interferiu em diversos aspectos da vida colonial, os jesuítas deixaram obras registradas sobre o período, como as cartas de Manuel da Nóbrega; os poemas e o teatro de José de Anchieta.

Classicismo

→ Contexto histórico: queda do feudalismo, ascensão da burguesia, que financiou a arte neste período, substituição da economia de subsistência feudal pelo comércio, surgimento de novas profissões, e pequenas indústrias artesanais, perda do monopólio da arte pela igreja e o sistema de governo absolutista.
→ Características: tomaram como modelo os autores da antiguidade greco-latina, e duas correntes poéticas se destacaram, os seguidores da medida velha, que usavam redondilhas maiores e menores e os seguidores do estilo novo, que cultivavam o verso decassílabo e outras formas poéticas, como o soneto.
→ Luís Vaz de Camões: um dos maiores poetas da língua portuguesa, por meio de sua poesia lírica e épica, consolidou definitivamente o idioma português.

Humanismo

→ Contexto histórico: fortalecimento da classe dos comerciantes, expulsão dos camponeses de suas terras, para a criação de ovelhas, concentração dos camponeses nos centros urbanos e estradas, sendo explorados ou mendigando, burguesia alia-se aos reis e o poder se torna centralizado, surgindo o absolutismo e a Igreja passa a ser criticada, dentre os quais Lutero, que rompeu com a Igreja e criou outra organização religiosa.
→ A visão teocentrista, ou seja, Deus no centro das preocupações humanas dá lugar a visão antropocentrista, ou seja, o homem no centro das realizações do universo humano, a tensão entre essas duas visões originou o Humanismo.
→ Características: retomada cultural dos valores da cultura da antiguidade clássica, que vai marcar o Renascimento.
→ Fernão Lopes: era um historiador moderno em Portugal, suas crônicas, o povo aparece pela primeira vez, valorizava as causas econômicas e psicológicas dos fatos, baseava-se além dos testemunhos orais, em documentos.
→ Prosa doutrinária e educativa: livros escritos por nobres e destinados aos mesmos, o objetivo era dar instruções para o convívio social.
→ Características da poesia: separa-se a música e a poesia, criação de formas poéticas modernas, novidades temáticas, descrição das graças físicas femininas, descoberta da natureza, que vira um refúgio para as mágoas do amor.
→ Gil Vicente: cristão convicto, nem por isso poupou os desacertos dos seus contemporâneos, padres e fiéis, teve olhar crítico para os corruptos, os maus profissionais, os agiotas e uma legião de tipos ou estereótipos sociais.

Trovadorismo

→ Características: poemas compostos para serem cantados, e geralmente, falavam do sentimento amoroso. O poeta compunha a letra e a música; o jogral o acompanhava com seus instrumentos musicais.
→ Foi a primeira corrente literária surgida em Portugal.
→ O idioma usado pelos trovadores o galego-português.
→ Classificavam-se em cantigas líricas e satíricas, que por sua vez subdividem-se em cantigas de amigo e amor e de escárnio e maldizer, respectivamente.
  •       Cantigas de amigo: são de autoria masculina; o eu lírico feminino; seguem um modelo, porém são mais variados quanto à forma e tema; conflitos vivenciados pelo eu lírico, que se refere ao amado como amigo e são mais populares, além do ambiente não ser mais a corte e sim a zona rural.
  •         Cantigas de amor: são de autoria masculina; exaltação das virtudes da amada inatingível; impossibilidade da consumação do amor; os poemas seguem um modelo; surgiu nos castelos; sensualidade contida.
  •          Cantigas de escárnio: são sátiras indiretas; há uso de palavras ambíguas e expressões irônicas; sugerem o alvo da sátira, porém não o revela; desprezo às normas rígidas.
  •          Cantigas de maldizer: são sátiras diretas, onde se revela o nome da pessoa a quem é direcionada; são vários os temas, como maledicência, adultérios, amores interesseiros ou ilícitos; uso de palavras eróticas e obscenas.

Processo de formação das palavras

→ DERIVAÇÃO

  •        Prefixal: forma-se com acréscimo de prefixo ao radical.
  •          Sufixal: forma-se quando ocorre anexação de sufixo.
  •          Parassintética: forma-se quando ocorre anexação de prefixo e sufixo.
  •          Regressiva: nominal – barracão, barraco e verbal – cantar, canto.
  •          Imprópria: palavras de uma classe gramatical mudam de função.
→ COMPOSIÇÃO

  •         Justaposição: ao se juntarem os vocábulos não se alteram foneticamente.
  •          Aglutinação: vocábulos se unem, com alteração fonética de um deles.
  •          Hibridismo: forma-se palavras com elementos de idiomas diferentes.
→ OUTROS PROCESSOS

  •          Abreviação: redução das palavras sem alterar a compreensão.
  •          Onomatopéias: palavra formadas pela imitação de sons e ruídos.

Estrutura das Palavras

→ Afixos: elementos postos antes ou depois de uma palavra formando uma nova.

  •         Prefixos: antes do radical.
  •          Sufixos: depois do radical.
→ Radical: elemento que contém o significado comum a um grupo de palavras.
→ Vogal temática: a vogal que vem após o radical.
→ Tema: união do radical e da vogal temática.
→ Desinência: elementos que se acrescentam aos nomes e aos verbos

  •         Desinência nominal: de gênero, masculino e feminino (garoto – garota); de número, singular e plural (garoto – garotos).
  •          Desinência verbal: de número, singular, plural (corre, correm); de pessoa, primeira, segunda e terceira pessoa (falo, falas, fala); de modo, indicativo, subjuntivo e imperativo e de tempo, presente, passado, futuro (corro, corri, correrei).
→ Interfixos: elementos que se ligam entre o radical e o sufixo.

  •         Vogais de ligação: gasômetro, carnívoro.
  •          Consoantes de ligação: pezinho, paulada, chaleira.

Acentuação Gráfica

→ Monossílabas tônicas: acentuam-se todas terminadas em a, e, o, éi, éu, ói (dói, dó, pé).
→ Oxítonas: acentuam-se as terminadas em a, e, o, ém, éi, éu, oi (também, sabiá).
→ Paroxítonas: acentuam-se as terminadas em e, i, n, u, r, x, os, ã, ão, um, ia – ditongo oral (álbum, bíceps).
→ Proparoxítonas: todas as proparoxítonas são acentuadas (ônibus, lâmpada).
→ i e u: na segunda vogal do hiato recebem acento se estiverem sozinhos ou com s na sílaba e sem nh depois (caída, traíram, saúde).
→ Acento diferencial: só é obrigatório nas palavras pôr e pôde e é opcional só nas palavras demos / dêmos e forma / fôrma. 

Ortografia

→ Letra Z: nos substantivos abstratos formados de adjetivos (gentil – gentileza), nos verbos terminados em –izar, formados de palavras sem s no final (padrão – padronizar).
→ Letra S: na terminação ês/esa de palavras que indicam origem (camponês, camponesa), verbos terminados em –isar, formados de palavras com s no radical (friso – frisar), nos verbos querer (quis, quiseram) e pôr (pus, puseram).
→ Letra J: nas palavras terminadas em –já (tarja – tarjeta) e verbos terminados em –jar (arranjar – arranjei).
→ Letra G: nas terminações ágio, égio, ígio, ógio, úgio, agem, igem, ugem (estágio, refúgio, viagem).
→ Letra X: depois de ditongo (paixão) e depois de –em inicial (enxerto, enxergar).
→ São: se o verbo apresentar –nd (suspender – suspensão).
→ Ção: se o verbo se forma apartir do verbo ter (conter – contenção).
→ Ssão: se o verbo apresentar ced, gred, prim (exprimir – expressão; regredir – regressão).
→ Terminações uir e uar: verbos terminados em uir usa-se o i (diminuir – diminui), verbos terminados em uar usa-se e (flutuar – flutue).
→ Mau e mal: mau é o oposto de bom e mal é o oposto de bem.
→ Palavras parônimas: grafia e pronúncia parecidas (emigrar – imigrar).
→ Palavras homônimas: grafia e/ou pronúncia iguais (concerto – conserto).
→ Por que: subtende-se a palavra razão, equivale a pelo qual (usado no início da pergunta).
→ Porque: equivale a pois ou como (usado na resposta).
→ Por quê: usado apenas no final da frase.
→ Porquê: equivale a motivo, vem sempre precedido pelo artigo o.

Sílaba e sílaba tônica

Sílaba
→ Monossílaba: palavra com uma única sílaba.
→ Dissílaba: palavra com duas sílabas.
→ Trissílaba: palavra com três sílabas.
→ Polissílaba: palavra com quatro ou mais sílabas.

Sílaba Tônica
→ É a sílaba pronunciada com mais força em uma palavra.
→ Oxítona: quando a sílaba tônica é a última.
→ Paroxítona: quando a sílaba tônica é a penúltima.
→ Proparoxítona: quando a sílaba tônica é a antepenúltima.

Fonologia

→ Fonema: menor unidade sonora possível de uma palavra.
→ Letra: representante gráfica do fonema.
→ Vogais: a, e, i, o, u (não sofre interrupção na pronúncia).
→ Semivogais: i, u, se estiverem ligados a uma vogal, e, o, também podem ser.
→ Consoantes: b, c, d, f, g, h, j, k, l, m, n, p, q, r, s, t, v, w, x, y, z (sofre interrupção na pronúncia).
→ Encontros vocálicos:

  •          Ditongo crescente: as duas vogais na mesma sílaba (semivogal + vogal).
  •          Ditongo decrescente: as duas vogais na mesma sílaba (vogal + semivogal).
  •          Tritongo: as três vogais na mesma sílaba.
  •          Hiato: duas vogais seguidas, mas em sílabas diferentes.
→ Dígrafo: dois sinais gráficos que representam um só fonema (ss, rr, sc, sç, xc, lh, nh, ch, qu, gu).

Signo Linguístico

→ É a palavra escrita ou falada.
→ Significante: parte perceptível do signo. Representada por sons ou letras.
→ Significado: conceito transmitido pelos sons ou letras.
→ Referente: coisa representada pelo significante.
→ Signo: coisa usada para substituir outra objetivando produzir sentido.

  •          Signo verbal: palavras, enunciados.
  •          Signo não-verbal: objetos, traços, cores, desenhos.

Variações Linguísticas

→ Variação histórica: língua se modifica com o passar do tempo;
→ Variação geográfica: ocorre de lugar para lugar, de região para região;
→ Variação sociocultural: as condições sociais influem na língua.

  •          Linguagem culta: falada e escrita para formalidades, usada por pessoas bem instruídas;
  •          Linguagem coloquial: mais espontânea e informal, linguagem mais popular.

Funções da Linguagem

→ Função emotiva / expressiva: a mensagem centra-se na opinião, sentimentos e emoções do emissor. É pessoal e é empregada a 1ª pessoa do singular.
→ Função referencial / denotativa: emissor fornece informações da realidade, sem expressar sua opinião, usa-se a 3ª pessoa do singular ou plural.
→ Função apelativa / conativa: mensagem centrada no receptor, de forma a influenciá-lo, de cunho persuasivo, usa-se a 2ª pessoa.
→ Função fática: o interesse do emissor é certificar-se sobre o contato estabelecido. (Ex.: Né?, Certo?, Hã?)
→ Função poética: o objetivo dessa função é chamar atenção para a organização do texto, valorizam-se as palavras e suas combinações.
→ Função metalinguística: o emissor ou receptor tem necessidade de verificar se estão usando o mesmo código

Origem da Língua Portuguesa

→ Formou-se na península Ibérica, resulta de processos de aculturação de vários povos. A principal influência é o latim, que sofreu várias modificações, originando variantes.
→ O português chegou ao Brasil com os colonizadores e atualmente é idioma oficial de oito países.